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10

Jun

“FEDRO: Mas, Sócrates, como podes beber gin da garrafa? Cosmopolitans são tão melhores, especialmente com “O Sexo & A Pólis” tão na moda!
SÓCRATES: Certamente concordarás que o amor nos faz sentir bem.
FEDRO: Sim, claro.
SÓCRATES: Mas o que acontece quando tens demasiado amor numa noite?
FEDRO: No dia a seguir acordamos desorientados, ou ainda a sentir bastante amor, ou a chorar pelas nossas mães.
SÓCRATES: Muito bem. E beber muito gin, no dia seguinte, não te pode deixar ou ainda meio bêbado, ou de ressaca?
FEDRO: Sim, sim, é verdade, ó Sócrates.
SÓCRATES: E mais: qual é a melhor cura para a ressaca?
FEDRO: Hum… Hepadox?
SÓCRATES: Não, ó Fedro! Com franqueza. Hepadox só supostamente protege o fígado e tem um sabor a laranja. Toda a gente sabe que a melhor forma de curar a ressaca é beber um pouco mais de manhã. Como diz a Dorothy Parker, “Bloody Marys in the morning helped me to recover”.
FEDRO: És tão sábio, ó Sócrates!
SÓCRATES: E quando acordas ao lado de alguém sentindo-te mal qual é a melhor forma de te sentires bem de novo?
FEDRO: Mais do que sabemos, pois claro, ó Sócrates.
SÓCRATES: Muito bem. Discordas então que o amor se assemelha de forma obscuramente metafórica com uma garrafa de gin?
FEDRO: Não, Sócrates. Certamente tens razão. E podemos dizer também o contrário: que uma garrafa de gin se assemelha ao amor.
SÓCRATES: Dizes então que uma garrafa de gin, em acompanhando-te para o resto dos teus dias, te dará uma alegre e agradável vida?
FEDRO: Certamente que não, ó Sócrates.
SÓCRATES: E os poetas de todos os tempos, apesar de sempre acompanhados por garrafas de bebidas diversas, não dispensavam o amor, não é verdade?
FEDRO: É sim, ó Sócrates.
SÓCRATES: Então e quantos poemas foram escritos sobre o gin?
FEDRO: Relativamente poucos, ó Sócrates.
SÓCRATES: E sobre o amor?
FEDRO: Erm, muitos.
SÓCRATES: Pois bem. E não negarás, certamente, que o gin não é versado nas artes da cama.
FEDRO: Pois claro que não, ó Sócrates.
SÓCRATES: E uma garrafa de gin, faz o teu coração bater mais depressa, elevando-te a sublimes alturas e inspirando em ti coragem no combate ao saber que ele te observa?
FEDRO: Não, Sócrates.
SÓCRATES: Pois, bem, Fedro, em que respeito então é uma garrafa de gin parecida com o amor? Qualquer dos tipo de amor, isto é.
FEDRO: Em nada, ó Sócrates. Posso ir agora? Tenho de ir ouvir uma história egípcia sobre Sólon a um amigo ali no bar.
SÓCRATES: Eu é que faço as perguntas aqui! Desejas, portanto, ir para o bar?
FEDRO: Sim, ó Sócrates.

“FEDRO: Mas, Sócrates, como podes beber gin da garrafa? Cosmopolitans são tão melhores, especialmente com “O Sexo & A Pólis” tão na moda!

SÓCRATES: Certamente concordarás que o amor nos faz sentir bem.

FEDRO: Sim, claro.

SÓCRATES: Mas o que acontece quando tens demasiado amor numa noite?

FEDRO: No dia a seguir acordamos desorientados, ou ainda a sentir bastante amor, ou a chorar pelas nossas mães.

SÓCRATES: Muito bem. E beber muito gin, no dia seguinte, não te pode deixar ou ainda meio bêbado, ou de ressaca?

FEDRO: Sim, sim, é verdade, ó Sócrates.

SÓCRATES: E mais: qual é a melhor cura para a ressaca?

FEDRO: Hum… Hepadox?

SÓCRATES: Não, ó Fedro! Com franqueza. Hepadox só supostamente protege o fígado e tem um sabor a laranja. Toda a gente sabe que a melhor forma de curar a ressaca é beber um pouco mais de manhã. Como diz a Dorothy Parker, “Bloody Marys in the morning helped me to recover”.

FEDRO: És tão sábio, ó Sócrates!

SÓCRATES: E quando acordas ao lado de alguém sentindo-te mal qual é a melhor forma de te sentires bem de novo?

FEDRO: Mais do que sabemos, pois claro, ó Sócrates.

SÓCRATES: Muito bem. Discordas então que o amor se assemelha de forma obscuramente metafórica com uma garrafa de gin?

FEDRO: Não, Sócrates. Certamente tens razão. E podemos dizer também o contrário: que uma garrafa de gin se assemelha ao amor.

SÓCRATES: Dizes então que uma garrafa de gin, em acompanhando-te para o resto dos teus dias, te dará uma alegre e agradável vida?

FEDRO: Certamente que não, ó Sócrates.

SÓCRATES: E os poetas de todos os tempos, apesar de sempre acompanhados por garrafas de bebidas diversas, não dispensavam o amor, não é verdade?

FEDRO: É sim, ó Sócrates.

SÓCRATES: Então e quantos poemas foram escritos sobre o gin?

FEDRO: Relativamente poucos, ó Sócrates.

SÓCRATES: E sobre o amor?

FEDRO: Erm, muitos.

SÓCRATES: Pois bem. E não negarás, certamente, que o gin não é versado nas artes da cama.

FEDRO: Pois claro que não, ó Sócrates.

SÓCRATES: E uma garrafa de gin, faz o teu coração bater mais depressa, elevando-te a sublimes alturas e inspirando em ti coragem no combate ao saber que ele te observa?

FEDRO: Não, Sócrates.

SÓCRATES: Pois, bem, Fedro, em que respeito então é uma garrafa de gin parecida com o amor? Qualquer dos tipo de amor, isto é.

FEDRO: Em nada, ó Sócrates. Posso ir agora? Tenho de ir ouvir uma história egípcia sobre Sólon a um amigo ali no bar.

SÓCRATES: Eu é que faço as perguntas aqui! Desejas, portanto, ir para o bar?

FEDRO: Sim, ó Sócrates.